Após 3 anos de produção, João Bosco e Vinícius lançam Estrada de Chão, com clássicos do sertanejo

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Contar a história da música sertaneja não é tarefa fácil. Michel Teló, no Bem Sertanejo, tentou resumir um pouco do quanto esse estilo tem um valor cultural imenso para o Brasil. E cada música, cada verso, desde o início, com o sertanejo caipira até os dias atuais, é capaz de resgatar e valorizar essa história, que não tem data para acabar.

Como o blog já havia adiantado no final do ano passado (veja a matéria AQUI), depois de três anos de dedicação, agenda e gravação, João Bosco e Vinícius apresentam o disco Estrada de Chão, com um repertório recheado de clássicos da música sertaneja, que marcaram o início da carreira da dupla sertaneja, quando tocava em barzinhos e nem imaginava o sucesso que seria hoje.

Mas não pense que a dupla apenas regravou o repertório escolhido para esse projeto. Os intérpretes oficiais das canções também participaram do projeto, tanto que Estrada de Chão é um clássico de Sérgio Reis, que fez questão de dividir o estúdio ao lado de João Bosco e Vinícius.

“A gente conhece essa música há muitos anos. Ela é de Aurélio Miranda, que na época usou o codinome Cruzeiro. E quando a gente estava escolhendo o nome do disco, naquela correria para o lançamento, o Vinícius me ligou, falando que o nome tinha que ser esse, porque tem a participação do Sérgio Reis e porque ele, desde a época da Jovem Guarda, vem defendendo a música sertaneja, a música caipira”, explicou João Bosco, após a participação da dupla no Vevo Sessions, programa apresentado por Junior Lima, exibido na internet.

Vinícius não esconde o orgulho em ter finalizado o projeto ao lado do parceiro, com quem divide os palcos há mais de 20 anos. “Acho que a parte mais crítica, a tenção de produzir, ter que render, já foi. Eu acho que o principal foi que o projeto ficou do nosso gosto, nossa musicalidade. A finalização ficou muito bem-acabada. Todos os produtores que participaram do projeto foram muito felizes. É um repertório para você juntar os amigos num churrascão e tomar uma”, brincou.

Curiosidades

Vinícius relembrou uma participação que, infelizmente, não pode acontecer. A de Milionário e José Rico. O eterno “Garganta de Ouro” morreu no começo deste ano, deixando muita saudade na música sertaneja. “A gente gravou o arranjo da canção Porto Abandonado, que foi uma escolha pessoal do próprio José Rico e aconteceu de não dar certo. Ele estava passando por problemas de saúde, marcou estúdio com a gente quatro vezes para colocara voz e acabou que não rolou. Isso foi algo que nos chateou muito, porque seria uma participação maravilhosa”.

Mas João Bosco completou o que aprendeu com todas as outras participações desse disco. “Essa galera está há mais de 20 anos na nossa frente. A gente aprendeu com Chico Rey e Paraná que quanto mais tempo ficar no estúdio e caso venha alguma dúvida sobre uma gravação, vai lá e faz de novo, porque é algo que vai ficar para a eternidade. A gente pode morrer que esse disco ainda vai ficar para a história”.

Veja abaixo as canções gravadas e participações

Tempo ao Tempo
Me Leva Pra Casa (Zezé Di Camargo e Luciano)
Será que eu sou (Chitãozinho e Xororó)
Estrada de Chão (Sérgio Reis)
Vida Pelo Avesso (Bruno e Marrone)
Ponto de Chegada (Matogrosso e Matias)
Você é Tudo Que Pedi Pra Deus (Cézar e Paulinho)
Trem Bão (Rionegro e Solimões)
Em Algum Lugar do Passado (Chico Rey e Paraná)
Esperando Você Chegar (Roberta Miranda)
Hoje Não É Nosso Dia (Felipe e Falcão)
As Paredes Azuis (Marciano)
A Rotina (Fim de Semana) (Leonardo)
Liguei Pra Dizer Que Te Amo (Alan e Alladin)
Morena Linda de Mato Grosso
Bônus – Amiga Linda






Fotos: Rosa Marcondes

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