Maga Lieri homenageia grandes nomes do Soul Brasileiro em terceiro disco solo; entrevista

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Fazer uma homenagem aos grandes artistas do Soul Brasileiro não é para qualquer um. Mas quem teve influências de Cassiano e Paulo Zdan, além de Tim Maia, pode até ser difícil, mas não impossível. E foi o que Maga Lieri fez em seu terceiro trabalho solo, Sotaque Soul, que traz no repertório releituras de hits como Hyldon Cassiano, Jorge Ben Jor, Don Beto, Luis Vagner e, claro Tim Maia.

“O primeiro disco que comprei na vida foi ‘A Lua e Eu’, de Cassiano e Paulo Zdan. Era um compacto simples. E quando eu era criança, ouvia muito rádio. Na adolescência, me apaixonei perdidamente por Tim Maia e comecei a compor aos 22 anos. Naturalmente, minhas canções eram comparadas com as dos caras. Só sei fazer assim, até hoje”, contou a cantora ao Farol Pop.

Mas, antes da carreira solo, Maga Lieri foi integrante dos Secos & Molhados, na formação com João Ricardo, e começou sendo backing vocal de Tom Zé. “Cantar com Tom Zé e João Ricardo foi uma escola. Tom é um anarquista e me incentivava a inventar coisas malucas nos vocais e João muito mais purista, mas também, suas canções são clássicos, né? Mesmo assim imprimi meu sotaque soul no repertório do Secos e ele curtiu”.

Apenas no começo dos anos 90, que o parceiro de Maga Lieri, Jair Caminha, montou uma banda autoral para ela e, desde então, suas composições passaram a ser prioridade e não deixou mais de cantar suas letras e já lançou dois discos.

E por que a homenagem às suas influências só veio agora? “Na verdade, estava focada em divulgar meu lado compositora, mas esse era um desejo latente. Resgatar essas canções e divulgar o trabalho desses compositores era uma questão importante para mim. Quando apareceu a oportunidade com o apoio crucial da “Sociedade da Cerveja” através do Proac, não tive dúvida e coloquei o projeto pra frente”, respondeu Maga Lieri.

A cantora assume que a escolha do repertório não foi fácil. “Adoro esses compositores e tive que fazer um trabalho grande de pesquisa para escolher músicas que representassem o trabalho de cada um e que minha voz aceitasse. Não adianta só gostar da canção, a voz também tem que gostar”, pontuou.

Entre as canções, estão hits de Hyldon, Cassiano, Luis Vagner, Don Beto, Fábio, Jorge Benjor, Tony Bizarro, Edson Trindade e seus parceiros, além de seu padrinho musical, Carlos Dafé. “Mas estou escolhendo o repertório do ‘Sotaque Soul’ volume 2, já que vários outros ficaram de fora, por absoluta falta de espaço”, adiantou.

Dafé tem uma grande importância na carreira de Maga Lieri, além de ser um nome de destaque do soul brasileiro, ele é padrinho musical da cantora. E tudo começou quando ela foi convidada para abrir um show dele em São Paulo, momento cheio de curiosidade e fatos inusitados.

“Quando cheguei pra passar o som ele estava em cima do palco. Comecei a tremer e não vi mais nada. Saí em disparada para cumprimentá-lo e, assim que subi no palco, tropecei na caixa de retorno e caí estatelada no chão, derrubando o teclado e fazendo o maior estardalhaço. Parou tudo!!!!! (risos) E quem veio me socorrer? Ele!”, contou a cantora.

E continuou: “Bom, depois disso a benção foi dada. Acabei o convidando para cantar ‘Pra que Vou Recordar o Que Chorei’ que abre meu segundo CD. Ficou lindo demais! Uma honra! Dafé é um cantor como poucos e compositor sofisticado. Suas canções têm que ser degustadas aos poucos e para sempre. Apaixonante!”, elogiou.

O álbum Sotaque Soul conta com uma participação: a de Cláudio Zoli, na canção Até Parece Que Foi Sonho. “Essa foi a primeira canção que escolhi para o disco. Meu sonho era cantar o duo épico de Tim e Fábio. Já imaginava a voz de Zoli comigo. Sou fã do trabalho dele desde o começo”, explicou a cantora.

Maga Lieri ainda falou a respeito de ter conhecido Zoli: “Cantar com ele foi um privilégio. Um cara iluminado e chegou para encantar todo mundo no estúdio. A gravação foi emocionante, de arrepiar”, finalizou.

Nesta terça-feira, Maga Lieri faz o show de lançamento de Sotaque Soul, no Tom Jazz, em São Paulo, com a participação de Léo Maia.

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