Novidade: Daniel Oliva e seu disco de estreia Solar; entrevista

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Músico, compositor e arranjador: essas três “funções” fizeram com que Daniel Oliva usasse de toda a sua experiência musical para produzir seu primeiro disco da carreira, Solar. O que há de diferente? Canções e composições instrumentais, em sua grande maioria assinada por Daniel em parceria com outros compositores. Apenas uma não é autoral: Hay Amores, assinada por Shakira, Mebarak Ripoll e Antonio Pinto.

Daniel não canta, mas dá espaço para nomes da música que dão o toque especial em seus arranjos. Em Solar, Marina de La Riva, Giana Viscardi, António Zambujo, Luciana Alves e Bruna Caran foram os convidados para dar vozes aos poemas de Daniel Oliva. “Queria gravar um primeiro trabalho que espelhasse o que sou como músico”, explicou Oliva em entrevista ao blog.

Confira mais do bate-papo!

Daniel estuda música desde o 7 anos. E ainda teve a sorte de ter na família pessoas que o inspirasse me seguir por esse caminho. “Minha mãe por muito pouco não foi pianista profissional. Na minha casa sempre teve um piano e ela sempre tocou. Meus pais e meu irmão mais velho sempre escutaram muita música, de todos os tipos, cresci com o hábito de ouvir música com atenção e critério”, disse Daniel.

Mas a ‘profissão música’ entrou de verdade na vida de Daniel em 1995. “Nesses últimos 19 anos toquei com artistas dos mais variados estilos: Dan Nakagawa, Pedro Mariano, Patricia Coelho, Gerson King Combo, Luciana Mello, Duda Neves, Pepe Cisneros, Raul de Souza, Max Viana”.

Daniel também tocou na banda Zomba, tocando ao lado de Paula Lima, Curumin e Cassio Martins entre 1996 e 2001. Hoje Daniel se desdobra com sua carreira musical, tocando junto com Marina de La Riva, Bruna Caran e Aline Muniz.

“Creio que o Solar é o resultado de todas essas experiências acumuladas, como ouvinte de música, como estudante e como profissional.  Uma mistura de estilos e influências que eu filtrei e dei uma cara”, disse o arranjador.

Disco de estreia

Daniel explica que sempre gostou dos dois universos: canções e música instrumental. E isso o levou a produzir Solar, com essas duas perspectivas. “Às vezes, tenho a sensação de que há uma separação entre essas duas linguagens, o que pra mim não faz sentido. A escolha do repertório, com exceção da música Hay Amores, foi baseado em temas autorais (canções e instrumentais) que tivessem uma narrativa musical, nas melodias, nas formas e nos arranjos”, explicou.

Já a escolha dos cantores e cantoras para interpretarem suas canções, Daniel sentiu o que cada uma das letras pedia e por quem Daniel tivesse admiração musica e também afinidade pessoal. “Tenho certeza que acertei em cheio nessas escolhas”, conclui a respeito.

Produção musical de Ricardo Mosca

Daniel e Ricardo Mosca são amigos de longa data e se acompanham profissionalmente desde que ambos resolveram seguir com a música. “Eu sei o gosto musical do Mosca, as referências dele, e a competência dele como músico, produtor e engenheiro de som. Julgava que ele seria o cara ideal pra produzir o disco, como de fato foi! Foi um escolha natural”.

Canções Instrumentais

Ao ser questionado sobre suas principais inspirações para a produção das músicas intrumentais, Daniel confessa que é difícil apontar quais foram exatamente. “Os temas instrumentais foram compostos em momentos diferentes, mas todos tinham alguma “necessidade” de serem compostos, com exceção de Aurora e o Mar”, disse.

E completou: “Aurora e o Mar, eu compus sem ‘compromisso’ num fim de tarde no meu estúdio caseiro, olhando o pôr do sol, na época em que ainda morava numa casa. Sentei, fiz o primeiro motivo melódico e umas duas horas depois ela estava pronta. Todas as outras foram músicas que eu tinha que fazer, pra um show, ou pra gravar no disco, e me exigiram horas, dias, em cima delas pra que acumulasse ideias, opções e montasse o quebra-cabeça que construísse uma narrativa musical, o que pra mim era o mais importante”.

Composições e parcerias 

Todas as composições do disco Solar são assinadas por Daniel em parceria com outros compositores. Isso porque o músico confessa que não se arriscou ainda a escrever sozinho. “Por isso chamei parceiros que dominam essa arte para letrarem minhas músicas. O Dan Nakagawa, meu parceiro em Outras Águas e Nosso Apartamento, é um grande artista, super letrista, que eu conheço desde o colegial. Toquei na banda dele, como guitarrista e violonista, por 3 anos. Desde sempre gostei das letras que ele fazia, por isso o convite”.

Daniel ainda continuou falando das composições:

Outras Águas: “é um samba, uma música pra cima e pedia uma letra que falasse de volta por cima, de um novo momento. Nosso Apartamento é uma valsa delicada, com uma melodia lirica, sutil, que me remetia a um momento de certa tristeza e, ao mesmo tempo, esperança”.

Abraço Distante: “é uma música muito introspectiva, foi composta num momento de reflexão. Sabia que meu irmão, Rafael Oliva, conseguiria retratar isso numa letra, o que ele fez com maestria”.

Desempate: “tinha uma outra letra que eu não gostava tanto. Como a Bruna gostou dela e quis gravá-la, sugeri que ela fizesse uma nova letra, pois, por trabalhar com ela há quase dois anos, sei do lado compositora e letrista que ela tem, e gosto muito”.

Hay Amores 

A única música não-autoral de Daniel em Solar é interpretada por Marina de La Riva, cantor com quem Daniel trabalha, como ele mesmo já disse acima. Para ele, era indispensável a participação dela em seu projeto.

“Toco na banda dela há 8 anos, fiz a direção musical do DVD dela e temos um trabalho de voz e violão há quase 4 anos. Percebi que a Marina não estava super satisfeita com as opções autorais que eu mostrava. Queria que todos os intérpretes cantassem algo que lhes tocasse o coração. Hay Amores é uma das músicas que está no repertório do nosso projeto de voz e violão, e é um das que mais gostamos. Sendo assim propus a ela que gravássemos com um arranjo com banda, e ela adorou”, revelou.

Em 2015

Na última semana, Daniel fez seu show de estreia no Sesc Pompeia, em São Paulo. E deseja continuar com esse projeto para o ano que está por vir. “Quero tocar o repertório do disco o máximo que for possível e no maior número de cidades possivel. Vai ser dificil reunir todas essas pessoas novamente pra um show, mas já tenho um plano B, com uma formação reduzida pra poder circular”, finalizou.


Fotos: Farol Pop

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