Tommy Love inova na música eletrônica, com parcerias ao lado de Wanessa e Li Martins; conheça o DJ

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Quando se fala nas produções de David Guetta, Tiësto ou Calvin Harris, é possível lembrar de seus trabalhos ao lado de grandes nomes da música internacional, como Fergie, o próprio Black Eyed Peas, Ellie Golding, John Newman, Matthew Koma, Usher, entre tantos outros.

E um DJ brasileiro arriscou em seguir essa linha e anda dando certo. Ele é Tommy Love e está trabalhando em seu primeiro EP, com quatro parcerias: Wanessa, Amannda, Li Martins (ex-Rouge) e marcando a estreia de Adrhyana Rhibeiro (vocalista do extinto grupo de pagode Adriana e a Rapaziada) no meio eletrônico.

Além disso, Tommy também já assinou remixes para nomes como Rihanna, SIA e para a ex-Pussycat Dolls Jessica Sutta.

O Farol Pop bateu um papo com o DJ, cuja história na música vem desde quando morava em Poços de Caldas, no interior de Minas Gerais.

Onde tudo começou

O pai de Tommy, cujo nome verdadeiro é Marcel Reis, era radialista. Ele trabalhava em uma emissora AM em sua cidade natal e, aos finais de semana, Marcel o acompanhava no trabalho, mas não na cabine de transmissão. “Eu ficava na discoteca, vendo todos os discos dele. E eu comecei a gostar de dance music e, nessa época, eu tinha 6 anos”, contou o DJ.

Apesar da paixão pela música, os estudos falaram mais alto e Marcel decidiu fazer faculdade de Jornalismo em Bauru, no interior de São Paulo. “E foi quando me mudei para lá que comecei a correr atrás desse sonho de DJ. Aos poucos fui deixando o jornalismo em stand by. Eu só esperei a oportunidade e o momento para me tornar DJ”, explicou.

Na época ainda usando o nome de batismo, Marcel trabalhou em uma extinta casa noturna na cidade. E foi quando ele considera que se profissionalizou de verdade como DJ. “Eu nem sabia usar o equipamento direito. Eu sabia só na teoria, mas pegar e fazer mesmo eu não sabia. Tive a base com o vinil”, disse, completando com suas principais referências musicais: “Eu tenho muito como base a old school, como Peter Rauhofer e Ralphi Rosario. Eu gosto muito dos anos 90, então minhas produções sempre têm algo ligado a esse tempo”.

Tommy Love

O nome fictício veio quando uma amiga de Marcel o incentivou em fazer suas próprias produções. E por conta própria, o DJ aprendeu sozinho e correu atrás da produção de sua primeira música. “A primeira que saiu, eu detestei”, afirmou, contando que resolveu apostar no nome Tommy Love ao divulgar essa canção. “Ela se chamava Confusion e, por incrível que pareça, teve uma repercussão bem acima do que eu esperava, com DJs de São Paulo tocando também nas baladas”.

Primeiro EP

Tommy recentemente lançou o primeiro EP de sua carreira, tendo mesmo como referências DJs internacionais como David Guetta e Tiësto. “Eu sempre tive essa ideia na cabeça com cantoras conhecidas. E eu sempre gosto de apostar em algo que o pessoal não espera”, disse se referindo à canção Let’s Go People, gravada por Adhryana Rybeiro. “Eu lancei a ideia e ela topou. Claro que teve aquela insegurança, por ser um estilo totalmente diferente do dela, mas quando tem talento, uma voz e principalmente a vontade de estar nesse projeto que ela teve, ela se dedicou, se esforçou e está aí o resultado”.

Mas o desafio maior mesmo foi com Beast, interpretada por Wanessa. “A música com ela foi um dos maiores medos profissionais. Você trabalhar com um artista do porte dela, é trabalhar com os fãs dela também. E a música era totalmente diferente de qualquer coisa que ela já tinha lançado. Eu queria que ela cantasse muito, algo que ela ainda não tinha feito. As pessoas tinham que conhecer a potência da voz da Wanessa”, explicou.

Claro que a repercussão não poderia ser diferente. “Foi mais positiva que eu esperava. Tem dados de que ela foi uma das músicas que teve maior aceitação nas redes sociais”, contou o DJ satisfeito com o trabalho.

As outras duas participações são das cantoras Li Martins e Amanda. “Eu queria um álbum versátil. Teve um estranhamento quando eu lancei Let’s Go People com a Adrhyana, porque as pessoas esperavam algo na linha da Beast, mais melódica, para rádios. E eu quis causar mesmo. Eu fiz um álbum com músicas que não fossem iguais umas das outras e que agradassem a todas as pessoas. A Start Me Up com a Amannda e a Run Away com a Li Martins também têm a pegada diferente das outras duas”.

Mas Tommy não quer parar por aí. Ele ainda tem o desejo de fazer mais produções com outros grandes nomes da música nacional. “Esse EP foi um passo inicial, para sair da zona de conforto. Eu já tinha trabalhado com todas as cantoras de House Music brasileiras como a Lorena Simpson, Nicky Valentine. E eu queria uma coisa diferente e cada vez mais eu quero buscar isso. Tenho projeto de gravar com outros cantores daqui pra frente, mas não tenho nome certo, eu queria um vocal masculino, como Di Ferrero, Ivo Mozart ou Rogério Flausino. Esses três são meus alvos”, explicou.

Para não sair das raízes

Mesmo trabalhando com esse EP, que traz canções que podem ser tocadas em diversos ambientes, Tommy não deixou a raiz totalmente eletrônica de lado. Ao lado do DJ e produtor Mauro Mozart, eles assinam o Blond 2 Black. “É para não perder essa raiz eletrônica mesmo. É totalmente diferente, voltado para o mercado musical. Tanto que a nossa primeira produção juntos, a Mo.Ve, foi uma das mais tocadas no Secret Festival, em Barcelona, e saiu no CD oficial do evento”, contou o DJ.

No Brasil...

A música eletrônica ainda não tem o valor merecido no Brasil e, para Tommy, isso acontece porque o olhar dos admiradores do estilo aqui, ainda vai para os profissionais de outros países. “Se você pergunta sobre música eletrônica para as pessoas, os primeiros nomes citados são David Guetta, Tiësto, porque eles tocam nas rádios e são de fora. Os artistas daqui têm pouca visibilidade, perto do que poderia ter. A música eletrônica sempre tem o espaço dela e é possível ver artistas do pop com uma batida eletrônica, fazendo com que fique mais popular”, disse Tommy.

E o motivo de não ser tão popular ainda? “O Brasil é um país muito grande e a massa que gosta de sertanejo, de pagode. A música eletrônica ainda soa muito estranha para algumas pessoas, que costumam ouvir esses hits mais populares. Mas, como disse, a música eletrônica tem seu espaço e, que sabe, aos poucos não vai crescendo mais por aqui”, finalizou.

Ouça abaixo Beast, com Wanessa:






Fotos: Paulo Madjarof

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