Edson e Hudson: bebidas e drogas para trás; dupla comemora atual fase com novos disco e turnê

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Edson e Hudson precisaram passar por diversas provações nos últimos anos. Além de acabarem com a dupla e retornarem dois anos depois, Hudson ficou sete meses internado, assumindo seu vício com drogas e bebidas e, agora, está voltando aos palcos com o irmão, não só com o lançamento da turnê Conectados, que acontece em novembro no Villa Country, além do novo disco da carreira, De: Edson Para: Hudson.

Durante a coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 21 de outubro, a dupla não só falou dos projetos, mas também da internação de Hudson que revelou estar feliz pelo seu retorno aos palcos, que será no show de lançamento da nova turnê, mas, ao mesmo tempo, está ansioso pela apresentação.

“Estou muito feliz por estar retornando aos palcos, mas estou um pouco apreensivo, porque parece que é a primeira vez que eu vou subir ao palco e sentindo o apoio dos fãs nesse momento complicado que foi na minha vida, mas estou muito confiante de que vai ser um grande sucesso e o que a gente quer, é levar o nosso melhor, é esse o nosso foco, levar nosso show, nosso disco”, disse Hudson.

De: Edson Para: Hudson

A produção do 19º disco da carreira aconteceu no momento em que Hudson estava na clínica de reabilitação e ele deu detalhes sobre instalação de um estúdio na clínica para captação da segunda voz, sendo que o som da guitarra foi produzido pelo músico Márcio, da dupla Márcio e Douglas, que veio da escola de Hudson e se inspirou no cantor para tocar guitarra.

“O Edson fez a produção, foi uma homenagem para um momento difícil que eu estava passando. O Edson já tinha gravado e ele foi na clínica e falou para eu gravar a segunda. Então eles levaram o estúdio para lá e foi bacana para mim, naquele momento de isolamento, foi um diferencial e me ajudou na recuperação também, me fez me sentir útil, porque eu cheguei em uma fase que o mundo tinha acabado”, contou o cantor.

E completou: “Isso me ajudou muito, fechei a produção com alguns palpites, gravamos uma música que eu fiz na clínica também, em agradecimento a Deus por ter me ajudado nessa recuperação, nessa superação, porque recuperação é para sempre”.

Edson também falou sobre as composições do novo disco. “Cada música que eu fazia, eu pensava no que o Hudson ia gostar de ouvir de alguma forma. Eu comecei a compor para esse disco, especialmente para ele e eu preferi que a gente fizesse as composições, para ficar com a nossa cara. As pessoas cobravam muito aquele Edson e Hudson de 2008 e cada música desse disco tem sua história”.

Mas ele ressaltou a importância de Hudson na produção: “Eu falei pra ele que era de extrema importância ele terminar esse disco comigo, mesmo ele não podendo tocar guitarra e o Hudson falou algumas coisas para fazer algumas alterações. Foi um disco a quatro mãos. Todo o processo eu não deixei nada passar sem ter as mãos do Hudson. O processo de masterização, ele não gostou e eu fiz de novo e quando ele falou que gostou, eu terminei”, explicou.

Turnê Conectados

A nova turnê de Edson e Hudson estreia no dia 4 de novembro, no Villa Country, em São Paulo. Hudson deu um gostinho do que os fãs podem esperar com esse novo trabalho. “A gente vai continuar cantando as canções antigas e algumas músicas novas. Vou colocar minha personalidade para não perder a característica do Hudson músico”, disse relembrando sobre o músico Márcio que tocou guitarra para o disco em seu lugar.

Edson também falou sobre o novo show: “É o melhor show da nossa vida, ele passeia o tempo todo pelos sucessos que a gente tem. Só de hits são mais de 30 e nem dá para tocar todos. Ele passa desde o country, o rock ‘n’ roll, até o caipirismo que a gente coloca na moda de viola. Ele é um show completo”.

Importância dos fãs

Hudson ainda destacou sobre o tempo que ficou na clínica, o que sentiu e o que passou a valorizar. “Estar em uma clínica não é fácil, porque você fica isolado do mundo, da família, senti falta dos palcos, dos fãs, mas eu creio que como eu estava doente, tudo o que eu passei, reaprender a dar valor nas coisas que realmente tem valor que é a família, trabalho, filhos, esposa, coisas que quando eu estava na lama, eu não estava dando muita importância”.

“Foram sete meses de internação e hoje eu enxergo tudo de uma forma positiva e estou me sentindo um novo homem, vejo a vida com mais clareza, faço questão de encarar os problemas, sendo que antes eu me anestesiava na bebida”, completou o cantor.

O cantor também falou que, durante a internação, os fãs não deixavam de demonstrar o apoio por sua recuperação e retorno aos palcos. “A importância dos fãs foi primordial, até gostaria de agradecer as orações, as mensagens de apoio e foi isso que me ajudou bastante. Eu não me sinto sozinho no mundo mesmo sabendo que estou recluso de todas as informações, mas muitas coisas chegaram até mim. A frase ‘Força Hudson’ virou um bordão na internet e me ajudou muito a querer me recuperar mais ainda”.

Recaídas

Hudson confessou que tem medo de, ao voltar para as estradas com os shows, ter recaídas. Mas isso é algo que ele acredita que irá mantê-lo afastado das drogas. “Tenho medo sim, sou um ser humano, mas é o medo que vai me manter afastado de tudo isso. Eu tive muitos problemas com relação às drogas. Quando entrei nessa coisa de cocaína e bebida, eu passei pela morte várias vezes. Tive overdoses. Só por hoje eu não quero mais isso para minha vida”.

O irmão ainda acredita que a história de Hudson possa ser um exemplo para quem deseja sair do mundo das drogas: “A história do Hudson está muito bem explicada. E eu posso falar dele, uma pessoa muito sincera, muito verdadeira naquilo que fala. A gente é tão claro que a gente não cria conteúdo para as pessoas falarem da gente. Queremos passar para as pessoas que elas podem ser salvas pelo exemplo que meu irmão está dando”, finalizou.








Fotos: Farol Pop

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