Culturas totalmente diferentes formam a Zignal; saiba mais sobre a banda!

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Quando a mistura de culturas, vindas de estados diferentes e até de outros países, estão em um mesmo trabalho, o risco de ser um tanto quanto confuso é grande. Mas quando a música entra, aí é outra história. E foi essa boa história que aconteceu com a Zignal, uma banda meio de Brasília, de Minas Gerais, um pouco paulista também e com um toque argentino.

Tudo começou quando, em 2010, Tom deixou a terra do pão de queijo para estudar Relações Internacionais em Brasília. Lá ele conheceu Gringo (baixista), que estudada engenharia.

“Gringo e eu começamos a tocar por hobby mesmo. Fomos fazendo isso até recebermos uma proposta de um primeiro disco. Logo viemos para São Paulo sem guitarrista e sem baterista. O Gudino (baterista) conhecemos por indicação e Pablo (guitarrista), foi o baixista do Tihuana, Laurito, que nos apresentou, quando viu um tweet do Rick Bonadio falando que precisava de um músico. No dia que nos conhecemos, ele já foi morar com a gente. Foi uma troca cultural muito boa”, disse o vocalista da Zignal, Tom, em entrevista por telefone ao Farol Pop.

“É uma coisa meio maluca, do destino, porque num mundo desse tamanho, quatro pessoas de lugares tão diferentes fossem se encontrar. É uma coisa surreal e a nossa amizade é muito forte”, completou.

Quando a Zignal foi formada, o quarteto ficou um ano trocando experiências musicais, no que resultou no disco Virado, lançado na última quinta-feira.

E por que o nome Zignal? A ideia veio do vocalista: “Eu conheci um baiano que falou essa gíria baiana. Zignal quer dizer ‘sumir’. E eu comecei a usar esse nome para tudo e a galera começou a me chamada de Zignal. Quando fomos decidir o nome da banda, e na época a gente queria fazer um rock de uma forma muito sincera, ficou esse nome. A gente queria dar um ‘Zignal’ na cena e colocar o nosso jeito”.

Virado

Quem ainda não ouviu o álbum, Virado, a primeira ‘canção’, Boa Viagem, é, na verdade, o barulho de um motor de carro e Tom explica o motivo: “Temos um quinto elemento da banda que é a ‘Azeitona’, nossa Kombi. E eu sou apaixonado por esse carro que remente ao passado, onde estão a maioria das nossas influências, além de ser uma figura artística para a gente”.

E o disco é composto de uma mistura de estilos musicais, começando pelo rock (Hoje é Dia), passando pelo reggae (Reggae do Horto), indo para até para o ska (Ska do Malandro). “É um disco muito autoral, meio psicodélico”, explica Tom.

Mas quando a pergunta é sobre o estilo da banda, Tom diz que é rock: “Porque carregamos essa bandeira, mas por carregar essa bandeira, a gente não precisa ser preso a ela. A gente cria muitas músicas. Eu não escuto só rock, escuto Bob Marley. E cada integrante da banda tem tanta influência cultural e dela nasceu um reggae e eu estava sofrendo para caramba, quando escrevi essa música”.

E Reggae do Horto está na trilha sonora da novela Em Família. “Eu nunca imaginei que iria me tornar um músico profissional Quando cheguei até uma gravadora, para mim, já era uma vitória. E quando nosso produtor recebeu uma ligação da Globo falando que a música entraria na novela foi algo que nem passava pela nossa cabeça. E então isso virou uma oportunidade de mostrar para as pessoas nosso trabalho. Abriu muitas portas para a gente”.

E esse reconhecimento, Tom conta que está vindo aos poucos, mas que a banda está feliz por muitas pessoas não só falaram do disco em si, mas de músicas específicas, se identificando com as mensagens passadas pelas composições. “Estamos sempre procurando um feedback para saber como está sendo esse caminho. As pessoas estão se identificando demais. Acabamos de lançar o disco e a música que mais toca é a Reggae do Horto. Todo mundo que escutou, pirou. As pessoas chegam falando da música em si, como se fossem comentários mais específicos sobre cada faixa do CD”.

Turnê

A Zignal agora vai cair na estrada e apresentar o novo disco não só no Brasil, mas em outros países também. “Temos quatro shows confirmados na Argentina e estudando uma proposta de fazer uma apresentação na Dinamarca. Tem muita coisa”, destaca Tom.

“Eu estou sem dormir tem uns dois meses (risos). A gente trabalha demais. Ninguém fica deitado falando que é artista e espera as coisas acontecer. A gente foi atrás, montamos nosso escritório, queremos trabalhar também com outros artistas. Temos projetos paralelos. É uma amizade muito boa e que deu muito certo”, finaliza.

Assista abaixo Reggae do Horto:



Foto: Divulgação

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